O Concurso e a Carreira Diplomática
Para se tornar um diplomata e representar o Brasil no exterior, adquirir estabilidade no emprego, obter o status concedido pela profissão e realizar inúmeras viagens internacionais, é necessário prestar o concurso de admissão à carreira diplomática (CACD), realizado pelo Instituto Rio Branco (IRBr) desde 1946. É considerado um dos mais difíceis do país, mas com lisura incontestável, sendo até comum sobrarem vagas, já que só entram aqueles que atingem a média mínima - o que exige o máximo de empenho e concentração do candidato.

O IRBr exige que o concorrente à carreira diplomática seja brasileiro nato, esteja em dia com o serviço militar e com as obrigações de eleitor e que tenha concluído curso superior de graduação de nível superior, reconhecido pelo MEC.

O concurso costuma acontecer anualmente (fora 2003, quando houve 2 concursos), e, até o CACD de 2005, eram abertas cerca de 30 vagas. Entretanto, com a Medida Provisória 269, de dezembro de 2005, alcunhada "Pacotão de Natal", foram abertas 5.199 novas vagas públicas - 400 delas para a carreira diplomática. Com isso, já houve repercussão no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática: o de 2006 e o de 2007 ofereceram 105.

O CACD é realizado ao longo de 4 etapas: 1) Teste de Pré-seleção (TPS) - de questões objetivas de múltipla escolha ou de certo ou errado de Português, de História do Brasil, de Geografia, de Política Internacional, de Inglês, de Noções de Direito e Direito Internacional Público e de Noções de Economia; 2) Prova de Redação; 3) Provas discursivas de História do Brasil, de Geografia, de Noções de Direito e de Economia, de Política Internacional e de Inglês e 4) Prova escrita de Língua Estrangeira Instrumental, que poderá ser, segundo escolha do candidato, Alemão, Árabe, Chinês, (Mandarim), Espanhol, Francês, Japonês ou Russo.

Aprovado no concurso, o candidato é inscrito no Programa de Formação e Aperfeiçoamento Primeira Fase (PROFA-I) - direcionado para o bom desempenho da atividade diplomática e estruturado como Mestrado em Diplomacia - e nomeado Terceiro-Secretário, cargo inicial da carreira, seguido pelos de Segundo-Secretário, Primeiro-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador).

Para incentivar o ingresso de negros na Carreira Diplomática, o IRBr mantém o Programa de Ação Afirmativa, com bolsas-prêmio de vocação para a diplomacia, custeando estudos preparatórios ao CACD. A bolsa é de R$ 25.000,00 para serem utilizados com bibliografia, curso preparatório, professores particulares e, eventualmente, alimentação. Veja o edital do último Programa de Ação Afirmativa.

No link "FAQ", há respostas para as perguntas mais freqüentes sobre a carreira.

Barão do Rio Branco, por J.Carlos
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