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1. Quero ser um diplomata. O que eu preciso fazer?
R.: Para se tornar um diplomata, é necessário ser aprovado e classificado no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD), promovido pelo Instituto Rio Branco. Os requisitos são:

a) haver completado 18 anos;
b) ser brasileiro;
c) estar em dias com as obrigações militares e eleitorais;
d) ter concluído curso de graduação de nível superior, reconhecido pelo MEC;
e) estar apto física e mentalmente para o exercício das atribuições da carreira.

2. Existe limite de idade para prestar o concurso?
R.: Hoje, o único requisito é que se tenha, no mínimo, 18 anos. Já houve outros requisitos, de idade (mínima e máxima), que foram, felizmente, derrubados. No Curso Clio, apesar de haver certa concentração na faixa etária entre 25 a 35 anos, temos alunos de todas as idades: de 20 a 59 anos.

3. Que graduação devo cursar?
R.: Para o ingresso na carreira, não é exigida nenhuma formação específica. Análise estatística elaborada pelo Instituto Rio Branco revelou que a maior concentração de candidatos é na área de Ciências Sociais Aplicadas (Direito, Administração, Contabilidade, Economia, Arquitetura e Urbanismo, Ciências da Informação, Comunicação e Serviço Social). Porém, existem diplomatas das mais variadas origens acadêmicas, incluindo médicos, dentistas e engenheiros.

Se você tiver concluído um curso de graduação fora do Brasil, basta revalidá-lo pelo MEC.

4. Como é escolhida a primeira lotação de um diplomata?
R.: Ela é determinada pela classificação obtida por cada um ao final do PROFA-I. Os alunos mais bem classificados têm prioridade para escolher as vagas.

5. Qual é o salário de um diplomata?
R.: Atualmente, a remuneração inicial bruta do Terceiro-Secretário é de R$ 7.751,97.

No exterior, o salário é pago em dólar e depende do país em que se está lotado.

Também existem bonificações para aqueles funcionários que ocupam determinadas posições de chefia. O aumento dos rendimentos depende do posto e do cargo do diplomata. Nas Publicações do site do Servidor Público Federal (www.servidor.gov.br), você poderá encontrar informações sempre atualizadas. Veja aqui a mais recente.

6. O que são "postos"?
R.: Os postos são os locais nos quais os diplomatas estarão lotados, onde eles trabalharão. A classificação dos postos se dá pela importância das relações com o Brasil e pela qualidade de vida no local.

Existem quatro classes de países: A, B, C e D. Como regra geral, postos A são aquelues mais relevantes para a política externa brasileira. De acordo com a Medida Provisória 319/2006, o tempo de serviço em postos no exterior do grupo C (onde estão alguns países latino-americanos, africanos e asiáticos) será contado em dobro; já nos postos D (em países mais pobres e com estrutura precária e/ou de risco), o tempo é contato em triplo, após um ano de serviço no local.

7. Quais são os critérios de promoção na carreira? Quanto tempo é necessário para ser promovido?
R.: Os critérios são, basicamente, antigüidade e merecimento. O tempo mínimo de permanência em cada classe caiu de quatro para três anos, de acordo com a MP 319/2006. Dessa maneira, para chegar a Ministro de Primeira Classe (Embaixador), são necessários, ao menos, quinze anos de carreira.

8. Qual é o tempo de permanência de um diplomata no Brasil e no exterior?
R.: Depende da carreira de cada um. Entretanto, especula-se que metade da vida profissional passe-se em postos no exterior.

9. Um diplomata pode ter filiação partidária?
R.: Sim, e há vários diplomatas de carreira filiados a partidos políticos.

10. Um diplomata pode usar piercing ou tatuagem?
R.: Não existe nenhum impedimento quanto ao uso de piercing ou tatuagem.

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